Assis reforça SC Braga

O SC Braga acordou com o GD Chaves a transferência do jogador Rafael Assis, que assinou contrato válido para as próximas quatro temporadas e meia, ou seja, até 2021. O médio brasileiro, de 26 anos, reforça assim o plantel às ordens de Jorge Simão, tendo-se apresentado como reforço através dos canais oficiais do clube, tendo respondido a algumas questões.
O seu nome foi muito referido nas últimas semanas e é público que tinha outras possibilidades. O que o fez escolher o SC Braga?
Escolhi o SC Braga porque é um grande clube, um clube que tem um grande projeto. As pessoas do SC Braga fizeram muita força para me contratar, confiaram no meu trabalho… Espero poder retribuir dentro de campo, dar o meu melhor para alcançarmos os nossos objetivos. Senti-me desejado, sem dúvida, e ao entrar aqui e perceber o tamanho deste clube não pude dizer que não. O que quero é dar tudo de mim e poder ajudar.
O que o convenceu? Falou com antigos companheiros?
Falei. Quem veio primeiro do que eu contou-me sobre a grandeza deste clube, a paixão dos adeptos. Abracei o projeto que o Presidente tem, assim como o treinador Jorge Simão, e aqui estou eu, para ser mais um e ajudar. Sempre tive o sonho de poder jogar num grande clube e graças a Deus isso concretizou-se.
Tem 26 anos e chega ao patamar mais alto da sua carreira até ao momento. Como vê a sua evolução como jogador?
Procuro ter os pés no chão. Fico feliz quando me elogiam, mas o trabalho tem de ser feito dentro de campo e eu trabalho no máximo todos os dias. Ponho sempre a equipa em primeiro lugar, procuro ajudar e deixo as coisas acontecer naturalmente.
Que características do seu jogo entende que podem ser úteis ao SC Braga?
Para mim não há bolas perdidas, sabem que eu deixo tudo em campo. O SC Braga viu isso em mim, perguntou-me se eu queria estar aqui e eu nem pensei duas vezes. A minha vontade era estar aqui, a disputar títulos, é por isso que estou aqui.
Que lhe disseram o Paulinho e o Battaglia?
Que seria um grande passo para mim. Quando cheguei, percebi que o que eles me diziam é verdade. Chego sabendo que tenho muito que aprender com os jogadores que cá estão, experientes, e que eles me vão ajudar a evoluir ainda mais no futebol.
Como foi o seu percurso até chegar ao SC Braga?
Vim do Cruzeiro, onde fiz a formação, mas onde não tive a oportunidade de chegar à equipa profissional. Estive também no Bahia e foi difícil para mim, por causa da minha estatura, no Brasil preferem jogadores mais altos e não contaram comigo, assim como no Figueirense. Mais tarde joguei no Nordeste e depois vim para o Beira-Mar, onde percebi o estilo do futebol europeu, um estilo taticamente mais evoluído, mais disciplinado, e tudo aconteceu com naturalidade. As coisas têm acontecido muito depressa para mim e hoje estou aqui depois de uma excelente experiência no Chaves. O estilo de jogo europeu favorece-me, porque é mais disciplinado, não coloca problemas quanto à minha estatura porque mesmo quando se chega pelo ar, a bola tem que descer. O futebol europeu exige mais força, o que eu tenho trabalhado, e menos altura, que é o que preferem no Brasil.
